MEIO MILHAR DE INSCRITOS NA CAMINHADA… À DESCOBERTA DE GONDOMAR NA LINHA DE MIDÕES

MEIO MILHAR DE INSCRITOS NA CAMINHADA… À DESCOBERTA DE GONDOMAR NA LINHA DE MIDÕES

A quarta caminhada da série “À descoberta de Gondomar CED 2017”, que no próximo domingo decorre em Midões, estabeleceu um novo recorde de inscrições confirmadas que estão 495 pessoas interessadas na atividade.

O evento, que integra o calendário da Cidade Europeia do Desporto 2017, visa dar a conhecer o território do nosso concelho e promover a atividade física. Anteriormente, foram realizadas caminhadas em Melres, Gondomar (São Cosme) e São Pedro da Cova.

O ponto de encontro da caminhada de domingo, ao contrário do inicialmente anunciado, será o Parque de Merendas de Travassos, na Foz do Sousa, a partir das 8 horas.

Com uma extensão de 10 mil metros, este percurso pretende divulgar a antiga linha férrea de transporte de carvão, entre a mina de carvão a céu aberto de Midões e o rio Douro, mais concretamente na foz do Rio Sousa, próximo da ponte projetada por Edgar Cardoso que serviu de ensaio para a ponte da Arrábida. A partir do antigo ancoradouro, o carvão, entre outros produtos, era enviado em barcaças percorrendo o Douro até ao Porto, onde era distribuído para consumo.

As minas de Midões exploraram o carvão (antracite) entre cerca de 1880 e 1932, altura em que encerraram sendo mais tarde vendidas à Companhia das Minas de S. Pedro da Cova não sendo mais reabertas.

Durante o período de laboração, o carvão extraído era transportado em pequenos vagões puxados por uma pequena locomotiva a vapor em linha férrea de bitola estreia (60cm). Depois do fecho das minas de Midões, a locomotiva foi transferida para as minas de S. Pedro da Cova onde esteve em uso até cerca de 1950, sendo vendida como sucata na década de 1960. Os carris e os vagões estiveram bastantes anos ao abandono até que foram retirados na década de 1950, depois da ponte de madeira sobre o Rio Sousa ter ruído durante uma cheia.

A linha é atravessada por mais de uma dezena de linhas de água usadas como sistemas de partilha de água para os regadios tradicionais e que alimentava uma rede de moinhos, desativados há mais de 40 anos.

Face ao legado histórico e à sua beleza paisagística, o Município de Gondomar pretende agora homologar o percurso enquanto Pequena Rota, requalificando o caminho-de-ferro para fins de lazer e atração turística.